Ayrton Senna, um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1, disputava o Grande Prêmio de San Marino em Imola, na Itália, em 1º de maio de 1994. Logo na largada, o carro de Rubens Barrichello bateu no muro e, pouco depois, Pedro Lamy também se envolveu em um acidente. A corrida foi paralisada para resgatar os carros e limpar a pista.

Na relargada, Senna estava na pole position e largou bem, mas seu carro perdeu a direção na curva Tamburello, a mais rápida do circuito, e bateu no muro a 233km/h. Ayrton ainda foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu poucas horas depois, aos 34 anos.

A imagem do carro de Senna destruído no muro se tornou icônica e a foto foi publicada em todo o mundo, lembrando a todos os fãs da Fórmula 1 sobre o perigo que envolve este esporte.

Mas a morte de Senna não foi a única tragédia daquele fim de semana. No dia anterior, durante as classificatórias, o piloto austríaco Roland Ratzenberger morreu após sofrer um acidente no treino oficial.

A Fórmula 1, que sempre foi uma categoria de alto risco, foi profundamente impactada por essas mortes e foi precursora de uma mudança significativa nas normas de segurança do esporte. Desde então, novas tecnologias foram desenvolvidas para proteger os pilotos, incluindo capacetes mais resistentes, avanços na cabine do piloto, como a melhoria da proteção frontal e lateral do cockpit e a introdução do Sistema HANS, que evita lesões na cabeça e pescoço.

Ayrton Senna também é lembrado até hoje como um ídolo do automobilismo, tendo quebrado diversos recordes e conquistado três títulos mundiais de Fórmula 1. Seu talento e sua paixão pelo esporte inspiraram muitas pessoas e sua morte trágica se tornou uma lembrança permanente de que a segurança sempre deve ser a prioridade nos esportes de alto risco.

Portanto, a foto do Crash de Senna em Imola, 1994, não só ajudou a mudar a história da Fórmula 1 como também nos lembra que a segurança deve ser sempre a prioridade nos esportes motorizados.